Morte, último amor

 

A morte chega

como moça faceira,

vestida de branco,

sensual, sorrindo

e à nossa mesa senta.

Fácil, sem desembaraço,

sem escândalos,

da conversa participa,

não aplaude, não se inibe

não toma partido.

Espera...

Nem se faz sentir.

Só quer a nossa companhia

e como o primeiro amor,

nos leva, nos leva,

Sutil nos leva,

Não se sabe prá onde.