DINASTIA GUIDOVALENSE

 

         Desde que Marlière pisou pela primeira vez nesta Freguesia de Sant’Ana não pararam de chegar aventureiros, dispostos a construir uma cidade, um lar, uma família. E, com muito amor, foram fazendo sapeenses, guidovalenses, gente da melhor qualidade. E foram tantos, com tantos sonhos, que de repente muitos tiveram que sair pelo mundo afora em busca de novas oportunidades.

         Assim, temos guidovalenses, e descendentes, espalhados por este mundo de meu Deus. Na França, São Paulo, EUA, Juiz de Fora, Suíça, BH, Austrália, Curitiba, Rio de Janeiro, Cataguases, São José dos Campos e até, logo ali, na vizinha Ubá.

         Todos partem pensando um dia voltar. Poucos conseguem. São uns felizardos. “É a roda viva da vida”. É a vida.

         Mesmo longe, nunca esquecem o torrão natal. E esse amor é passado aos filhos, à família. É comum vermos filhos de conterrâneos, nascidos em outras plagas, adotarem o apelido de “guidoval”, criarem e-mails com nome de “guidoval”, e até mesmo serem chamados de “guidoval”. Herança, DNA, patrimônio ancestral.

         Minha filha Thaís é um exemplo do que digo. Belo-horizontina de nascimento, ama Guidoval, como vinda ao mundo pelas mãos abençoadas da saudosa Elisa ou da doce filha Maria Leopoldo, parteiras de várias gerações. Assim também acontece com os filhos de amigos meus que nasceram além dos limites geográficos da terra que SANTANA sempre abençoou. Somos reféns do amor à Guidoval.

         Em 1961, em feliz inspiração do jornal “A Voz de Guidoval”, e a determinação do Prefeito Eduardo Nicodemo Occhi criou-se o “Dia do Guidovalense”, festa maior da nossa cidade.

         Acontece que com o passar dos anos, em muitos aspectos, a festa perdeu atrativos de outrora. Muitos guidovalenses sumiram. É preciso fazer um chamamento a esses “ausentes” para as festividades.

         A Câmara Municipal, com o apoio do Prefeito Élio Lopes, poderia criar o “Dia dos Filhos e Descendentes de Guidovalenses” a ser comemorado no último sábado de julho. O evento se somaria à Festa de Santana e oscilaria entre o dia 25 e 31 de julho, final das férias de meio de ano, num final de semana, facilitando a participação de todos.

         O dia poderia começar com uma missa ou um culto ecumênico, ao ar livre. Depois competições esportivas ou culturais, miniolímpiada ou gincana, ou um festival de música ou de batidas, uma peça de teatro, concurso de dança, um carnaval temporão, tipo a Banda de Cá que já desfilou pelas nossas ruas. À noite, encerrar com um grande show à altura dos jovens.

         É só dar apoio e incentivar à nossa moçada que idéias eles têm de sobra para realizar uma grande festa, dar início a mais uma tradição.

         Assim seria criado o “Dia dos Filhos de Guidovalenses” ou “Festa da Dinastia guidovalense” ou que se dê um nome mais apropriado, pois Guidovalense não parte. Reparte! Uma parte fica. Outra parte, parte!

 

 

 

REMINISCÊNCIAS

        

O jornal “Cidade de Guidoval” de 18 de junho de 1953 publicava uma nota intitulada “MISSA” informando “Por lembrança do Revº Padre Oscar de Oliveira e apoio unânime das zeladoras, o Apostolado da Oração mandará celebrar, dia 26, às 8 horas, missa em sufrágio das almas dos Padres aqui falecidos e dos que tendo falecido em outra localidade, foram vigários nesta Paróquia. Esta missa será celebrada todos os anos, no dia da Padroeira Senhora Sant’Ana.

Vamos manter a promessa e intenção do grande Padre Oscar.